{"id":38,"date":"2026-03-11T23:41:51","date_gmt":"2026-03-11T23:41:51","guid":{"rendered":"http:\/\/parkinsonbrasil.com.br\/?p=38"},"modified":"2026-03-12T00:40:30","modified_gmt":"2026-03-12T00:40:30","slug":"constipacao-intestinal","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/parkinsonbrasil.com.br\/?p=38","title":{"rendered":"Constipa\u00e7\u00e3o Intestinal"},"content":{"rendered":"\n<p><\/p>\n\n\n\n<p>A constipa\u00e7\u00e3o pode preceder os sintomas motores em <strong>15 a 20 anos<\/strong> no Parkinson.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Preval\u00eancia:<\/strong> Estima-se que at\u00e9 <strong>80%<\/strong> dos pacientes com Parkinson sofram de constipa\u00e7\u00e3o em algum est\u00e1gio da doen\u00e7a.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Microbiota:<\/strong> Pesquisas de 2024 indicam que a inflama\u00e7\u00e3o intestinal cr\u00f4nica rompe a barreira hematoencef\u00e1lica, facilitando a neurodegenera\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p><\/p>\n\n\n\n<p>O <strong>Protocolo Cl\u00ednico e Diretrizes Terap\u00eauticas da Doen\u00e7a de Parkinson<\/strong> diz:<\/p>\n\n\n\n<p>Recomenda-se o aumento da ingest\u00e3o de l\u00edquidos e fibras.<br>O aumento da pr\u00e1tica do exerc\u00edcio f\u00edsico pode ser ben\u00e9fico. Laxantes osm\u00f3ticos (por exemplo, lactulose) s\u00e3o recomendados. Considerar diminui\u00e7\u00e3o de dose ou interrup\u00e7\u00e3o de uso de medicamento anticolin\u00e9rgico.<\/p>\n\n\n\n<p><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Por que a LACTULOSE?<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>A lactulose \u00e9 um a\u00e7\u00facar n\u00e3o absorv\u00edvel pelo corpo humano. Ela chega ao intestino grosso intacta e &#8220;puxa&#8221; \u00e1gua para dentro do c\u00f3lon.<\/p>\n\n\n\n<ul class=\"wp-block-list\">\n<li><strong>Efeito:<\/strong> Aumenta o volume das fezes e as amolece, facilitando o peristaltismo (movimento intestinal) que est\u00e1 lentificado no Parkinson devido \u00e0 degenera\u00e7\u00e3o dos neur\u00f4nios ent\u00e9ricos.<\/li>\n\n\n\n<li><strong>Vantagem:<\/strong> Pode ser usada a longo prazo sob orienta\u00e7\u00e3o m\u00e9dica, sem &#8220;viciar&#8221; o intestino.<\/li>\n<\/ul>\n\n\n\n<p>Embora seja mais usado em casos de <strong>encefalopatia hep\u00e1tica<\/strong>, a capacidade da lactulose de reduzir os n\u00edveis de <strong>am\u00f4nia <\/strong>no sangue \u00e9 um benef\u00edcio colateral importante para manter o ambiente sist\u00eamico mais limpo e menos t\u00f3xico para os neur\u00f4nios.<br><br>(<a href=\"http:\/\/infosus.saude.sc.gov.br\/index.php\/Lactulose\">http:\/\/infosus.saude.sc.gov.br\/index.php\/Lactulose<\/a>)<\/p>\n\n\n\n<p><\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">1. A Hip\u00f3tese de Braak (O In\u00edcio de Tudo)<\/h3>\n\n\n\n<p>Esta pesquisa revolucionou a neurologia ao sugerir que o Parkinson n\u00e3o come\u00e7a no c\u00e9rebro. Braak demonstrou que agregados de prote\u00edna (alfa-sinucle\u00edna) aparecem primeiro no sistema nervoso ent\u00e9rico (intestino) e no bulbo olfat\u00f3rio, &#8220;viajando&#8221; at\u00e9 o c\u00e9rebro atrav\u00e9s do nervo vago.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Refer\u00eancia ABNT:<\/strong><\/p>\n\n\n\n<blockquote class=\"wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow\">\n<p>BRAAK, Heiko <em>et al<\/em>. Staging of brain pathology related to sporadic Parkinson\u2019s disease. <strong>Neurobiology of Aging<\/strong>, [S. l.], v. 24, n. 2, p. 197-211, mar.\/abr. 2003. <a href=\"https:\/\/pubmed.ncbi.nlm.nih.gov\/12498954\/\">https:\/\/pubmed.ncbi.nlm.nih.gov\/12498954\/<\/a><\/p>\n<\/blockquote>\n\n\n\n<hr class=\"wp-block-separator has-alpha-channel-opacity\"\/>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">2. A Bact\u00e9ria <em>Desulfovibrio<\/em> e a Causa Ambiental<\/h3>\n\n\n\n<p>Este estudo recente \u00e9 fundamental para a sua se\u00e7\u00e3o de &#8220;Causas&#8221;. Pesquisadores finlandeses conseguiram demonstrar que cepas da bact\u00e9ria <em>Desulfovibrio<\/em>, comuns em ambientes com desequil\u00edbrio da microbiota, s\u00e3o capazes de induzir a agrega\u00e7\u00e3o da prote\u00edna alfa-sinucle\u00edna, sugerindo que o Parkinson pode ter um gatilho bacteriano intestinal.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Refer\u00eancia ABNT:<\/strong><\/p>\n\n\n\n<blockquote class=\"wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow\">\n<p>MURROS, Vy A. <em>et al<\/em>. Desulfovibrio bacteria are associated with Parkinson\u2019s disease. <strong>Frontiers in Cellular and Infection Microbiology<\/strong>, [S. l.], v. 13, p. 1-10, maio 2023.<a href=\"https:\/\/www.frontiersin.org\/journals\/cellular-and-infection-microbiology\/articles\/10.3389\/fcimb.2021.652617\/full\">https:\/\/www.frontiersin.org\/journals\/cellular-and-infection-microbiology\/articles\/10.3389\/fcimb.2021.652617\/full<\/a><\/p>\n<\/blockquote>\n\n\n\n<hr class=\"wp-block-separator has-alpha-channel-opacity\"\/>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">3. Transplante de Microbiota Fecal (TMF)<\/h3>\n\n\n\n<p>Este \u00e9 o estudo mais citado em 2024 quando o assunto \u00e9 tratamento experimental. Ele comprovou que a altera\u00e7\u00e3o direta da flora intestinal pode reduzir a rigidez e melhorar a mobilidade de pacientes com Parkinson, validando o intestino como um alvo terap\u00eautico real.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Refer\u00eancia ABNT:<\/strong><\/p>\n\n\n\n<blockquote class=\"wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow\">\n<p>BRUGGEMAN, Arnout <em>et al<\/em>. Safety and efficacy of fecal microbiota transplantation in Parkinson&#8217;s disease: a randomized, double-blind, placebo-controlled trial. <strong>eClinicalMedicine (The Lancet)<\/strong>, [S. l.], v. 69, n. 102465, abr. 2024. <a href=\"https:\/\/pubmed.ncbi.nlm.nih.gov\/38686220\/\">https:\/\/pubmed.ncbi.nlm.nih.gov\/38686220\/<\/a><\/p>\n<\/blockquote>\n\n\n\n<hr class=\"wp-block-separator has-alpha-channel-opacity\"\/>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">4. O Papel dos \u00c1cidos Graxos de Cadeia Curta (AGCC)<\/h3>\n\n\n\n<p>Sampson e sua equipe demonstraram que os subprodutos da fermenta\u00e7\u00e3o das fibras pelas bact\u00e9rias intestinais (como o butirato) regulam a ativa\u00e7\u00e3o das c\u00e9lulas de defesa do c\u00e9rebro (microglia). Quando o intestino est\u00e1 doente, essas c\u00e9lulas inflamam o c\u00e9rebro, acelerando o Parkinson.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Refer\u00eancia ABNT:<\/strong><\/p>\n\n\n\n<blockquote class=\"wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow\">\n<p>SAMPSON, Timothy R. <em>et al<\/em>. Gut Microbiota Regulate Motor Deficits and Neuroinflammation in a Model of Parkinson\u2019s Disease. <strong>Cell<\/strong>, [S. l.], v. 167, n. 6, p. 1469-1480, dez. 2016. <a href=\"https:\/\/pubmed.ncbi.nlm.nih.gov\/27912057\/\">https:\/\/pubmed.ncbi.nlm.nih.gov\/27912057\/<\/a><\/p>\n<\/blockquote>\n\n\n\n<p><\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Refer\u00eancias Bibliogr\u00e1ficas (ABNT)<\/h2>\n\n\n\n<p><strong>1. Protocolo do Minist\u00e9rio da Sa\u00fade:<\/strong><\/p>\n\n\n\n<blockquote class=\"wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow\">\n<p>BRASIL. Minist\u00e9rio da Sa\u00fade. Secretaria de Ci\u00eancia, Tecnologia, Inova\u00e7\u00e3o e Complexo da Sa\u00fade. <strong>Protocolo Cl\u00ednico e Diretrizes Terap\u00eauticas da Doen\u00e7a de Parkinson<\/strong>. Bras\u00edlia: CONITEC, 2017 (atualizado em 2022). Dispon\u00edvel em:. Acesso em: 11 mar. 2026. <a href=\"https:\/\/www.gov.br\/conitec\/pt-br\/midias\/protocolos\/pcdt-doenca-de-parkinson\">https:\/\/www.gov.br\/conitec\/pt-br\/midias\/protocolos\/pcdt-doenca-de-parkinson<\/a><\/p>\n<\/blockquote>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A constipa\u00e7\u00e3o pode preceder os sintomas motores em 15 a 20 anos no Parkinson. Preval\u00eancia: Estima-se que at\u00e9 80% dos pacientes com Parkinson sofram de constipa\u00e7\u00e3o em algum est\u00e1gio da doen\u00e7a. Microbiota: Pesquisas de 2024 indicam que a inflama\u00e7\u00e3o intestinal cr\u00f4nica rompe a barreira hematoencef\u00e1lica, facilitando a neurodegenera\u00e7\u00e3o. O Protocolo Cl\u00ednico e Diretrizes Terap\u00eauticas da Doen\u00e7a de Parkinson diz: Recomenda-se o aumento da ingest\u00e3o de l\u00edquidos e fibras.O aumento da pr\u00e1tica do exerc\u00edcio f\u00edsico pode ser ben\u00e9fico. Laxantes osm\u00f3ticos (por exemplo, lactulose) s\u00e3o recomendados. Considerar diminui\u00e7\u00e3o de dose ou interrup\u00e7\u00e3o de uso de medicamento anticolin\u00e9rgico. Por que a LACTULOSE? A lactulose \u00e9 um a\u00e7\u00facar n\u00e3o absorv\u00edvel pelo corpo humano. Ela chega ao intestino grosso intacta e &#8220;puxa&#8221; \u00e1gua para dentro do c\u00f3lon. Embora seja mais usado em casos de encefalopatia hep\u00e1tica, a capacidade da lactulose de reduzir os n\u00edveis de am\u00f4nia no sangue \u00e9 um benef\u00edcio colateral importante para manter o ambiente sist\u00eamico mais limpo e menos t\u00f3xico para os neur\u00f4nios. (http:\/\/infosus.saude.sc.gov.br\/index.php\/Lactulose) 1. A Hip\u00f3tese de Braak (O In\u00edcio de Tudo) Esta pesquisa revolucionou a neurologia ao sugerir que o Parkinson n\u00e3o come\u00e7a no c\u00e9rebro. Braak demonstrou que agregados de prote\u00edna (alfa-sinucle\u00edna) aparecem primeiro no sistema nervoso ent\u00e9rico (intestino) e no bulbo olfat\u00f3rio, &#8220;viajando&#8221; at\u00e9 o c\u00e9rebro atrav\u00e9s do nervo vago. Refer\u00eancia ABNT: BRAAK, Heiko et al. Staging of brain pathology related to sporadic Parkinson\u2019s disease. Neurobiology of Aging, [S. l.], v. 24, n. 2, p. 197-211, mar.\/abr. 2003. https:\/\/pubmed.ncbi.nlm.nih.gov\/12498954\/ 2. A Bact\u00e9ria Desulfovibrio e a Causa Ambiental Este estudo recente \u00e9 fundamental para a sua se\u00e7\u00e3o de &#8220;Causas&#8221;. Pesquisadores finlandeses conseguiram demonstrar que cepas da bact\u00e9ria Desulfovibrio, comuns em ambientes com desequil\u00edbrio da microbiota, s\u00e3o capazes de induzir a agrega\u00e7\u00e3o da prote\u00edna alfa-sinucle\u00edna, sugerindo que o Parkinson pode ter um gatilho bacteriano intestinal. Refer\u00eancia ABNT: MURROS, Vy A. et al. Desulfovibrio bacteria are associated with Parkinson\u2019s disease. Frontiers in Cellular and Infection Microbiology, [S. l.], v. 13, p. 1-10, maio 2023.https:\/\/www.frontiersin.org\/journals\/cellular-and-infection-microbiology\/articles\/10.3389\/fcimb.2021.652617\/full 3. Transplante de Microbiota Fecal (TMF) Este \u00e9 o estudo mais citado em 2024 quando o assunto \u00e9 tratamento experimental. Ele comprovou que a altera\u00e7\u00e3o direta da flora intestinal pode reduzir a rigidez e melhorar a mobilidade de pacientes com Parkinson, validando o intestino como um alvo terap\u00eautico real. Refer\u00eancia ABNT: BRUGGEMAN, Arnout et al. Safety and efficacy of fecal microbiota transplantation in Parkinson&#8217;s disease: a randomized, double-blind, placebo-controlled trial. eClinicalMedicine (The Lancet), [S. l.], v. 69, n. 102465, abr. 2024. https:\/\/pubmed.ncbi.nlm.nih.gov\/38686220\/ 4. O Papel dos \u00c1cidos Graxos de Cadeia Curta (AGCC) Sampson e sua equipe demonstraram que os subprodutos da fermenta\u00e7\u00e3o das fibras pelas bact\u00e9rias intestinais (como o butirato) regulam a ativa\u00e7\u00e3o das c\u00e9lulas de defesa do c\u00e9rebro (microglia). Quando o intestino est\u00e1 doente, essas c\u00e9lulas inflamam o c\u00e9rebro, acelerando o Parkinson. Refer\u00eancia ABNT: SAMPSON, Timothy R. et al. Gut Microbiota Regulate Motor Deficits and Neuroinflammation in a Model of Parkinson\u2019s Disease. Cell, [S. l.], v. 167, n. 6, p. 1469-1480, dez. 2016. https:\/\/pubmed.ncbi.nlm.nih.gov\/27912057\/ Refer\u00eancias Bibliogr\u00e1ficas (ABNT) 1. Protocolo do Minist\u00e9rio da Sa\u00fade: BRASIL. Minist\u00e9rio da Sa\u00fade. Secretaria de Ci\u00eancia, Tecnologia, Inova\u00e7\u00e3o e Complexo da Sa\u00fade. Protocolo Cl\u00ednico e Diretrizes Terap\u00eauticas da Doen\u00e7a de Parkinson. Bras\u00edlia: CONITEC, 2017 (atualizado em 2022). Dispon\u00edvel em:. 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